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13 fev

Conheça os tipos de seguro residencial disponíveis no mercado

13 fev

Especialistas explicam quais as coberturas que podem ser contratadas para proteger seu imóvel

 

Imagine que pelo preço de três pares de ingresso do cinema você pudesse proteger seus bens e seu patrimônio. O valor anual do seguro residencial, em relação à cobertura oferecida, aparece entre as principais vantagens citadas pelos especialistas. Neste exemplo, pagando entre R$ 90 e R$ 100 por ano, o proprietário contrata um seguro de R$ 90 mil para um apartamento de dois quartos. E o que este seguro inclui?

A cobertura básica é sempre contra incêndios. Além dela, existem as chamadas coberturas acessórias, que podem ser incluídas na apólice de acordo com as necessidades do cliente.

Incêndio
Talvez lhe pareça que as chances de sua casa pegar fogo são mínimas, mas  a apólice também vale para incêndios parciais.  Se houver queima (de área do imóvel) por excesso de aparelhos ligados na mesma tomada, por exemplo, o seguro cobre a reposição dos equipamentos danificados, mesmo que o resto da casa não tenha sido afetada.

 

Incêndio em Joinville, em SC, em maio

A cobertura de incêndio inclui também móveis, roupas, utensílios, eletroeletrônicos e outros objetos de valor quantificável que estiverem no interior do imóvel. A apólice de conteúdo, no entanto, não cobre joias, dinheiro em espécie nem peças de artes.

Vendaval
O seguro contra vendaval cobre custos causados por ventos muito fortes – como os que passaram em Canela e Gramado, por exemplo, cidades da serra gaúcha. Para um reembolso de R$ 1 mil, em uma das estimativas o proprietário pagaria R$ 2 por ano; em outra suposição, com cobertura de R$ 10 mil, o valor fica em R$ 10 por ano. A cobertura não inclui apenas a troca de telhados, se no destelhamento entrou água no imóvel e estragou algum móvel ou eletrônico, o seguro repõe estes itens também.

Casa destelhada em Canela, após vendaval, em julho

 

 

 

 

 

 

 

 

Danos elétricos 

Se um curto-circuito causa um pequeno fogo que estraga a televisão, o seguro contra incêndios cobre a reposição da peça.  Se, em outra situação, um raio causa uma descarga elétrica que queima o aparelho, é o seguro contra danos elétricos que vai pagar o novo equipamento.

A cobertura contra danos elétricos é uma das mais caras, pois o tipo de sinistro é comum. Na comparação de preços, por exemplo, uma cobertura de R$ 90 mil contra incêndio custa R$ 32, enquanto a de R$ 3 mil para problemas com a rede elétrica soma R$ 24 ao valor final da apólice.

Roubo
Da mesma forma que os danos elétricos, os roubos são problemas mais recorrentes que incêndios, por isso o valor daqueles é um dos mais caros dentre as cifras de coberturas acessórias. Em uma simulação com R$ 300 mil de cobertura contra incêndios, cujo valor é R$ 35,40, a contra roubo de R$ 10 mil custa R$ 59,01.

Dois fatores influenciam esse preço: o tipo de residência e a cidade onde está localizada. As seguradoras supõem que apartamentos têm um aparato de segurança mais eficiente que as casas, por isso o preço é um pouco mais em conta – “mas nada expressivo”. O município em que a propriedade está também entra nos cálculos: as empresas cobram um pouco mais de quem vive em cidades com maior índice de criminalidade.

Perda ou pagamento de aluguel 

A perda de aluguel reembolsa o proprietário que, por algum sinistro, fica impossibilitado de locar seu imóvel, e consequentemente fica sem a renda da transação. O seguro de pagamento de aluguel, por outro lado, é voltado aos inquilinos que ficam impedidos de habitar a residência alugada. Enquanto o imóvel é reformado, os locatários precisam procurar um hotel ou imóvel temporário, e o seguro paga o valor da despesa com essa estada. Nas simulações, a cobertura de R$ 4 mil custa R$ 3 por ano, e a R$ 12 mil soma R$ 10 no valor total da apólice.

Responsabilidade civil
Ela se aplica a casos em que o segurado é responsabilizado por danos a terceiros. Seu cachorro mordeu alguém? A diarista derrubou um vaso? Um cano estourou em seu apartamento e alagou o banheiro do apartamento de baixo? Seu filho quebrou a janela ou amassou o carro do vizinho jogando futebol? Em todas essas situações, a responsabilidade civil arca com os custos que seriam da pessoa física. Para cobertura do tipo familiar de R$ 5 mil, em uma estimativa, o valor é de R$ 7, e para cobertura de R$ 40 mil, R$ 16,96 por ano.

Alagamentos
O seguro contra alagamentos está na lista dos mais caros. Muitas empresas nem oferecem essa cobertura acessória, pois além do alto custo ao cliente, tem alta taxa de risco à seguradora. Para uma apólice de R$ 10 mil, por exemplo, o valor anual fica em R$ 37.

Vidros, espelhos e mármores também podem ser segurados

 

 

 

 

 

 

 

 

Outras coberturas 

Como coberturas acessórias os corretores citam ainda as que seguram vidros, espelhos e mármores, além da contra desmoronamentos – em uma simulação desta última, com cobertura de R$ 20 mil o valor anual fica em R$ 15,42. É possível, ainda, contratar a assistência 24 horas, que disponibiliza profissionais para serviços que vão desde troca da resistência do chuveiro a conserto de máquina de lavar e problemas de encanamento, entre outros.

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10 fev

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Investimento em imóvel comercial atrai jovens!!!

10 fev

Há 5 anos, investimento em aluguel ou revenda tinha público mais velho
Maior chance de ganho está nas lajes corporativas, que têm retorno superior ao de salas comerciais

O investidor de pequenas salas comerciais, que compra imóveis na capital paulista para alugar ou revender, ficou mais jovem e tem renda menor do que há cinco anos.

Um estudo feito pela imobiliária Lopes para a Folha mostra que o público que procura imóveis nesse perfil tem, em média, 43 anos e renda familiar mensal de R$ 23 mil.

Há cinco anos, a idade média superava os 50 anos e a renda familiar era o dobro.

Os investidores eram quase sempre empresários bem sucedidos -havia pouco espaço para assalariados. Agora, 25% são executivos contratados por companhias.

O estudo considerou os compradores de empreendimentos da imobiliária em 36 bairros da cidade.

Edgar Nunes, 36, é um dos investidores recentes. Diretor de uma multinacional, Nunes comprou sete salas em um empreendimento em Santo Amaro (zona sul) lançado em 2009. Já vendeu cinco.

Como as unidades esgotaram no lançamento, houve grande procura por revenda. Vendi as cinco depois de um mês e obtive 10% de ganho, diz.  Agora, o m² que custava R$ 6.500 supera R$ 9.000 [alta de 38%]. A previsão de entrega é 2013 e estou pensando se vendo ou alugo.

No estudo, os investidores se dividem de forma equilibrada entre os que procuram salas para revender e os que pretendem alugar.

Hoje, conta para o investidor não só a rentabilidade no curto prazo, mas também a composição de um patrimônio para o futuro, diz Mirella Parpinelle, diretora da Lopes.

 
LAJES CORPORATIVAS
No aluguel comercial, o grande potencial está nas lajes corporativas, com custo a partir de R$ 30 milhões.

O retorno mínimo para locação fica em 0,8% ao mês, enquanto que as salas comerciais rendem 0,6% -patamar do aluguel residencial.

No Tesouro Direto, o investidor pode ter hoje na casa de 0,8% ao mês -10% num ano, sem o desconto de imposto.

Quem pretende entrar agora em um investimento em salas comerciais, entusiasmado com a valorização recente do m², deve ser cauteloso e analisar bem as condições.

O preço médio do m² de imóveis lançados nesse perfil subiu 54% de 2008 a 2011 na capital paulista, segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) publicados pela Folha no sábado -o tamanho médio das novas salas diminuiu de 61 m² para 43 m².

Como também mostrou a reportagem da Folha, entre os bairros que mais se destacaram quanto ao aumento de salas, estão Santo Amaro (zona sul), Barra Funda e Perdizes (ambos na zona oeste).

Santo Amaro é densamente ocupado por indústrias, que estão com os seus espaços saturados, e os departamentos administrativos das empresas estão saindo para salas comerciais em prédios próximos. Além disso, há os prestadores de serviços, afirma Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp.

Na Barra Funda, há forte demanda por escritórios de advocacia, devido à proximidade dos fóruns [trabalhista e criminal.
O bairro de Perdizes tem se destacado por causa da busca de unidades por empresários e profissionais liberais que moram na região e querem ter escritórios nas proximidades.

 
CUIDADOS
Police ressalta a necessidade de pesquisar bem a região onde se pretende comprar uma sala: para o investimento ter potencial, a oferta de imóveis precisa ser baixa em relação à demanda existente por recompra ou locação.

Os imóveis são uma boa opção para dar mais segurança a uma carteira de investimentos, mas não devem representar todo o patrimônio, afirma João Crestana, presidente do conselho consultivo do Secovi-SP.

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